O glaucoma é o aumento da pressão intraocular que provoca danos progressivos ao nervo óptico, podendo levar à cegueira irreversível se não tratado adequadamente. Na maioria dos casos, o tratamento inicial é feito com colírios para controle da pressão. No entanto, quando essas medidas não são suficientes, a cirurgia de glaucoma pode ser indicada. A decisão cirúrgica é sempre individualizada, levando em conta o tipo de glaucoma, a idade do paciente e suas condições clínicas.
O que é o glaucoma e por que ele é perigoso?
O glaucoma é uma doença crônica que compromete o nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as imagens dos olhos para o cérebro. O aumento da pressão intraocular é o principal fator de risco, mas o glaucoma também pode ocorrer mesmo com pressão considerada normal.
Na maioria das vezes, a doença evolui de forma silenciosa, sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais. Quando a perda visual se torna evidente, o dano já costuma ser irreversível, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular.
Quando a cirurgia de glaucoma é indicada?
A cirurgia de glaucoma é indicada quando o tratamento clínico não consegue controlar adequadamente a pressão intraocular ou quando o paciente apresenta dificuldades com o uso contínuo dos colírios. As principais situações que levam à indicação cirúrgica incluem:
- Colírios não controlam a pressão ocular de forma eficaz
- Intolerância ou efeitos colaterais importantes aos medicamentos
- Dificuldade do paciente em usar os colírios corretamente
- Progressão do glaucoma apesar do tratamento clínico
Quais tipos de cirurgia de glaucoma existem?
Existem diferentes técnicas cirúrgicas para o tratamento do glaucoma, e a escolha depende do tipo da doença e das características do paciente. A técnica mais tradicional e amplamente utilizada é a trabeculectomia, que cria uma nova via de drenagem para o humor aquoso, reduzindo a pressão intraocular.
Além dela, há procedimentos mais modernos, como cirurgias minimamente invasivas (MIGS), implantes de drenagem e técnicas a laser, que podem ser indicadas em casos específicos.
Como funciona a cirurgia de glaucoma?
A cirurgia de glaucoma geralmente é realizada com anestesia local e não exige internação prolongada. O objetivo do procedimento é reduzir a pressão intraocular de forma segura, preservando o nervo óptico e evitando a progressão da perda visual.
O tempo cirúrgico e a técnica utilizada variam conforme o tipo de cirurgia escolhida e o estágio do glaucoma.
Como é a recuperação após a cirurgia?
A recuperação exige acompanhamento rigoroso com o oftalmologista. Nos primeiros dias, o paciente deve evitar esforços físicos, coçar os olhos e exposição a ambientes contaminados. O uso correto dos colírios prescritos no pós-operatório é fundamental para o sucesso do tratamento.
Embora a cirurgia ajude a controlar a pressão ocular, ela não recupera a visão já perdida. Por isso, o seguimento médico contínuo é essencial.
A importância do acompanhamento contínuo
Mesmo após a cirurgia, o glaucoma continua sendo uma doença crônica que exige acompanhamento ao longo da vida. Consultas regulares permitem avaliar a pressão intraocular, a saúde do nervo óptico e a necessidade de ajustes no tratamento.
O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o acompanhamento especializado são as melhores estratégias para preservar a visão e a qualidade de vida do paciente.